
Os espaço para além dos seus pormenores condicionam outras leituras, umas explícitas outras implícitas, o que esta exposição nos mostra é um espaço visionado, num instante interior, por regras sacadas ao inconsciente.
O visionismo das cores, oferecidas pela paleta de tons pastel, recria o que pensamos agora ou numa segunda hipótese naquilo que gostaríamos de ter por detrás do pensamento solitário do observador.
O que incómoda é a tentativa de ler o pensamento do artista. Esse é, em cada instante, depurado pela certeza de quem o lê. Não sendo fácil aceitar a assimetria, deste "discurso" torna-se ainda mais vago quando a interrogação se aproxima do abstracto diálogo entre a obra e o autor. Não há paralelismo entre as duas partes. Existem, isso sim, um desfasamento entre o momento da concepção e o da apresentação. Não sendo intemporal, torna-se incómodo. Incómodo, porque se fica entre a fronteira do real e o ritmo do surrealismo. Isto sem rótulos ou comparações súbitas.
A minha pintura é "sacada" em primeiro lugar do que gostaria que se visse e nunca d que é fornecido pela objectiva, atópica, do olho humano.
Estes trabalho são... o meu visionismo d`cor.
Carlos Godinho, Jun 2010